No Litoral de Santa Catarina, investigadores descobre o paradeiro de Arlete Onorino Hilu, que aos 72 anos e pela primeira vez fala sem rodeios sobre os crimes que cometeu.

Foi perguntado a senhora, o que ela acha de ser apontada como uma das maiores traficantes de crianças que já teve. A mulher responde que não acha nada e que dá risada e ainda diz, “oba”.

Apesar de debochar da situação ela confessa o envolvimento com o tráfico de bebês, perguntaram a ela se ela não teria receio de ser chamada naquele mesmo dia da entrevista pelo crime do tráfico, ela diz que não e que poderiam chamar sem problema algum.

Disse que não se arrepende por traficar crianças, porque as crianças que foram traficadas por ela estão sendo tratadas maravilhosamente bem, e que ela acha pior se fosse chamada de traficante de drogas.

Arlete foi condenada por subtração ou roubo e tráfico de menor, além de falsidade ideológica e formação de quadrilha em 1988, cumpriu apenas 2 anos na penitenciária Estadual do Paraná, em 1992 foi presa novamente por continuar comandando o tráfico de crianças, em ironia, Arlete diz não ter achado ruim ficar na cadeia porque ela se divertiu bastante lá dentro.

Investigadores descobrem que na quadrilha comandado por Arlete, havia o auxílio e o apoio do Juizado de menores, cartórios, policiais federais e juízes, onde recebiam propinas e tudo eram forjados para parecer que tudo era legal.

A quadrilha cobrava até 25 mil dólares de casais estrangeiros para intermediar a adoção de bebês. As mães biológicas eram pagas para entregar os filhos para a organização, o que não era nada mais, nada menos que uma organização de compras e vendas.

Segundo o Ministério Público não há dúvidas que isso é uma transação comercial criminosa. O tráfico tem valor, ainda que nos assombre pensar em pessoas, e há pessoas como Arlete que falam sobre o assunto como se fosse uma brincadeira.

A organização contava com pessoas especializadas que iam em busca de localizar bebês, informantes faziam o aliciamento de mães carentes. Eles descobriam que as “mães” não queriam ou não tinham condições de criar a criança que ainda estava na barriga, a equipe intermediava e quem falava em valores eram os próprios juizados.

As grávidas eram sempre brancas e de características Europeia, e que a maioria eram de Santa Catarina, bastava que não fosse “negra”. Com Arlete não teria como desisti, as mães assinavam o termo de entrega dos filhos e logo depois do nascimento os estrangeiros viam para o Brasil para levar o bebê que eram documentados ilegalmente.

Arlete Hilu e mais um integrante da quadrilha, Valdemar Reinert, foram presos pelo Art. 242, que inclui registrar o filho de uma outra pessoa como seu e falsificação de documentos.

Os bebês estão entre as maiores vítimas do tráfico humano internacional, destacando que o mundo globalizado não facilita o controle de qualquer tráfico, pelo contrário, as novas tecnologias são usadas como ferramenta para facilitar e potencializar o crime.

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